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Quem Tem DIU Pode Fazer Depilação a Laser?
Depilação à Laser

Quem Tem DIU Pode Fazer Depilação a Laser?

23 de ago. de 2023 · 14 min de leitura · por Kelly Sant'Anna

Quem tem DIU pode fazer depilação a laser, e isso vale tanto para o DIU de cobre quanto para o DIU hormonal. O dispositivo fica dentro do útero, e o laser de depilação age a poucos milímetros da superfície da pele, sem chegar perto dele.

A dúvida costuma aparecer em duas versões. A primeira é se o metal do DIU de cobre pode esquentar quando o laser passa pela virilha. A segunda é se o hormônio do DIU hormonal, como o Mirena, muda o crescimento dos pelos e atrapalha o resultado das sessões.

Este artigo responde as duas com base em fonte médica, separa o que tem evidência publicada do que não tem, e mostra o que vale informar na avaliação da clínica.

Resposta rápida

Sim, quem tem DIU pode fazer depilação a laser, inclusive na virilha. O DIU fica dentro do útero e o laser atua só nos primeiros milímetros da pele, onde está o pelo. O único ponto a observar é o DIU hormonal: a bula do Mirena lista aumento de pelos como efeito comum, o que pode pedir mais sessões e uma conversa com o ginecologista.

Quem Tem DIU Pode Fazer Depilação a Laser: a Resposta Direta

Quem tem DIU pode fazer depilação a laser sem precisar retirar o dispositivo nem pedir autorização especial por causa dele. O DIU não aparece entre as contraindicações clássicas do procedimento, que envolvem outras situações, como gravidez, uso recente de isotretinoína e pele bronzeada.

A lista completa dessas situações está no guia de quem não pode fazer depilação a laser, e o método contraceptivo em si não está nela. O que o DIU pode mudar não é a segurança da sessão, e sim, no caso do modelo hormonal, a quantidade de pelos que aparece ao longo do tratamento.

Por isso a resposta tem duas partes. A parte física, sobre calor e metal, se resolve pela distância entre o laser e o útero. A parte hormonal, sobre crescimento de pelos, depende do tipo de DIU e da resposta de cada corpo.

Onde o DIU Fica e Até Onde o Laser Chega

O DIU é um pequeno dispositivo colocado dentro do útero pelo ginecologista. A Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) descreve os dois tipos principais: o de cobre, sem hormônio, que age pela presença do metal no útero, e o hormonal, que libera levonorgestrel e age localmente no útero.

O útero fica dentro da pelve, protegido por pele, gordura, músculos da parede abdominal e pelos ossos da bacia. Já o alvo do laser de depilação está logo abaixo da superfície: a raiz do pelo, onde fica a melanina que absorve a luz e vira calor.

Quem tem DIU pode fazer depilação a laser: mão segurando um dispositivo intrauterino em formato de T
O DIU fica dentro do útero, bem longe da camada da pele onde o laser de depilação atua.

Um estudo publicado no Journal of Cutaneous and Aesthetic Surgery sobre o laser Nd:YAG de 1064 nm, um dos mais usados em depilação, registra que os lasers de 630 a 1100 nm alcançam o pelo em fase de crescimento, que se estende de 2 a 5 mm dentro da derme. É nessa faixa de poucos milímetros que o calor se concentra.

Essa é a base da resposta para os dois tipos de DIU. O laser foi feito para parar na raiz do pelo, e o útero está bem mais fundo, dentro da pelve, muito além da faixa de 2 a 5 mm descrita no estudo.

O mecanismo completo, da melanina à destruição do folículo, está explicado no guia de como funciona a depilação a laser na pele e no pelo, sem necessidade de repetir aqui.

DIU de Cobre: o Metal Esquenta com o Laser?

O DIU de cobre é o que mais gera essa dúvida, justamente por ter metal. A preocupação faz sentido à primeira vista, porque metal conduz calor, e a virilha fica perto do útero se comparada a outras áreas tratadas, como axila ou perna.

O ponto que desfaz a preocupação é a profundidade. Para o metal esquentar, a energia do laser precisaria chegar até ele, e ela se esgota nos primeiros milímetros da pele, absorvida pela melanina do pelo e pelo próprio tecido no caminho.

Vale ser honesto sobre o que existe de evidência. Não encontramos estudo publicado que tenha medido a temperatura de um DIU de cobre durante uma sessão de depilação a laser, provavelmente porque a distância anatômica torna a pergunta pouco relevante para a pesquisa clínica.

O que existe é a combinação de dois fatos confirmados: onde o DIU fica, segundo a Febrasgo, e até onde o laser alcança, segundo a literatura dermatológica citada acima. Juntos, eles explicam por que o DIU de cobre não entra na lista de contraindicações e por que as clínicas não pedem retirada do dispositivo.

Se mesmo assim a dúvida continuar, o caminho é perguntar ao ginecologista que colocou o DIU, que conhece o modelo usado. Isso é diferente de supor um risco que nenhuma fonte médica aponta.

DIU Hormonal e o Crescimento de Pelos

O DIU hormonal não traz nenhum risco físico diferente do DIU de cobre na hora da sessão. A diferença está no hormônio, que em algumas usuárias pode mexer com a quantidade de pelos ao longo dos meses.

A bula do Mirena, da Bayer, obtida da Anvisa e reproduzida no Bula.Gratis, informa que o dispositivo libera levonorgestrel dentro do útero, em quantidades muito pequenas no corpo. A mesma bula lista acne e hirsutismo (excesso de pelos no corpo) como reações comuns, que ocorrem entre 1 e 10 em cada 100 usuárias, e queda de cabelo como reação incomum.

Isso não quer dizer que toda usuária de DIU hormonal vai ter mais pelos. Quer dizer que, se o aumento acontecer, ele entra na conta do tratamento a laser: pelos novos que surgem depois das primeiras sessões não foram atingidos por elas.

DIU de Cobre SEM HORMÔNIO

Age pela presença do metal no útero e não libera hormônio. Não há motivo documentado para esperar mudança no crescimento dos pelos por causa dele. Na sessão, a única dúvida é o calor, que o laser não leva até o útero.

DIU Hormonal LEVONORGESTREL

Libera levonorgestrel dentro do útero. A sessão é tão segura quanto com o DIU de cobre, mas a bula do Mirena lista hirsutismo como reação comum. Se os pelos aumentarem depois da colocação, o tratamento pode precisar de mais sessões.

Quem usa outro modelo hormonal, como o Kyleena, deve conferir a bula do próprio dispositivo, porque a lista e a frequência de reações variam entre produtos. A informação oficial de cada um está na bula entregue com o DIU ou no bulário da Anvisa.

Fatores hormonais já são uma das razões pelas quais o número de sessões muda de pessoa para pessoa, como mostra o guia de quantas sessões de laser para ficar sem pelo. O laser trata o pelo que existe, não a causa hormonal que estimula pelos novos.

Depilação a Laser na Virilha e na Região Íntima com DIU

A depilação a laser na virilha é a área que mais preocupa quem tem DIU, por ser a mais próxima do útero. Mesmo assim, a sessão acontece na pele externa da virilha e da vulva, e o laser de depilação não é aplicado dentro do canal vaginal, onde ficam os fios do DIU.

O que muda na região íntima é o cuidado com a pele fina e com a mucosa, não o DIU. Esses ajustes, como intensidade mais branda e atenção às dobras, estão detalhados no guia de como funciona a depilação a laser íntima.

Uma confusão comum nas buscas é entre depilação a laser íntima e laser íntimo ginecológico. O segundo é um tratamento feito por ginecologistas dentro do canal vaginal, com outra finalidade e outras regras de preparo, e não tem relação com remoção de pelos.

Alguns tipos de DIU mudam o padrão de sangramento, e muita gente fica em dúvida se pode fazer a sessão com escape ou menstruada. Esse ponto tem guia próprio sobre depilação a laser no período menstrual, e a preparação da área está no passo a passo de como se preparar para depilação a laser na virilha.

O Que Informar na Avaliação da Clínica

A avaliação antes da primeira sessão é o momento de contar à clínica sobre o DIU, mesmo sabendo que ele não impede o procedimento. O profissional usa essa informação para entender o seu histórico hormonal e prever como os pelos podem responder.

Paciente conversando com a médica no consultório sobre o tipo de DIU antes de marcar a depilação a laser
Saber se o DIU é de cobre ou hormonal ajuda a clínica a prever quantas sessões o tratamento pode pedir.

Quatro informações resolvem a maior parte da conversa:

1
O tipo de DIU. Cobre ou hormonal, e o nome do modelo quando for hormonal. Se não souber, o cartão entregue na colocação ou o ginecologista confirmam.
2
Há quanto tempo ele foi colocado. Uma colocação recente ajuda a clínica a interpretar mudanças de pelo ou de pele que ainda estão acontecendo.
3
Mudanças que você notou desde a colocação. Pelos mais grossos ou em áreas novas, como rosto e abdômen, e acne são dados úteis para a avaliação.
4
Outros remédios em uso. Medicamentos que deixam a pele sensível à luz pesam mais na segurança da sessão do que o DIU, e a clínica precisa saber de todos.

Com essas informações, a clínica consegue explicar se o seu caso tende a seguir o número médio de sessões ou se vale prever manutenção. Uma clínica que dispensa a avaliação e não pergunta nada disso é um sinal para procurar outro lugar.

Quando Falar com o Ginecologista Antes da Sessão

O ginecologista não precisa liberar a depilação a laser só porque você tem DIU. A conversa com ele vale a pena em situações específicas, em que a questão deixa de ser o laser e passa a ser o próprio DIU ou os hormônios.

  • Aumento de pelos depois da colocação do DIU hormonal. O ginecologista avalia se é efeito do dispositivo ou de outra causa hormonal, algo que o laser sozinho não resolve.
  • Dor, cólica forte ou sangramento fora do esperado. São sinais para checar o DIU, sem relação com a depilação, e merecem avaliação antes de qualquer procedimento estético.
  • Colocação muito recente. Não encontramos orientação publicada que exija intervalo entre colocar o DIU e fazer laser, mas quem ainda sente cólica dos primeiros dias pode remarcar a sessão por conforto.
  • Dúvida sobre o modelo do DIU. O médico que fez a colocação confirma se é de cobre ou hormonal e qual o nome do produto.

Se a pele da área tiver ferida, infecção ou mancha que não estava lá antes, a avaliação deve ser com um dermatologista. Em qualquer dúvida sobre saúde, consulte um médico antes da sessão.

Mulher tranquila ao ar livre depois de tirar a dúvida sobre DIU e laser com a clínica
Com o tipo de DIU informado na avaliação, a decisão sobre as sessões fica mais simples.

A regra que resume tudo

O DIU não é contraindicação para depilação a laser, seja de cobre ou hormonal. O laser age na raiz do pelo, a poucos milímetros da superfície, e o DIU fica dentro do útero. O que merece atenção é o crescimento de pelos no DIU hormonal, que pode pedir mais sessões e uma conversa com o ginecologista.

Conclusão: Quem Tem DIU Pode Fazer Depilação a Laser

Quem tem DIU pode fazer depilação a laser em qualquer área do corpo, inclusive na virilha, sem retirar o dispositivo. A distância entre a raiz do pelo, onde o laser atua, e o útero, onde o DIU fica, é o que torna os dois compatíveis.

O medo do metal esquentar no DIU de cobre não tem base em nenhuma fonte médica encontrada. No DIU hormonal, o ponto real é outro: o hirsutismo aparece na bula do Mirena como reação comum, e isso pode mudar o número de sessões.

Informar o tipo de DIU na avaliação e procurar o ginecologista se os pelos aumentarem depois da colocação resolve praticamente todas as dúvidas antes de fechar o pacote.

Perguntas Frequentes Sobre DIU e Depilação a Laser

Sim, quem tem DIU de cobre ou hormonal pode fazer depilação a laser, inclusive na virilha, sem retirar o dispositivo. O DIU fica dentro do útero e o laser atua só nos primeiros milímetros da pele, na raiz do pelo. Basta informar o tipo de DIU na avaliação da clínica.

Não há fonte médica que aponte esse risco. A energia do laser se concentra na raiz do pelo, entre 2 e 5 mm dentro da pele, e o DIU fica bem mais fundo, dentro do útero. Não encontramos estudo que tenha medido isso diretamente, mas a distância anatômica explica por que o cobre não é contraindicação.

Não, o DIU não precisa ser retirado nem trocado para a depilação a laser, em nenhuma área do corpo. O procedimento não é aplicado dentro do canal vaginal e não alcança o útero. Retirar o DIU só faz sentido por indicação do ginecologista, por motivos que não têm relação com o laser.

Pode acontecer em algumas usuárias. A bula do Mirena lista hirsutismo, o excesso de pelos no corpo, como reação comum, entre 1 e 10 em cada 100 usuárias. Se os pelos aumentarem depois da colocação, o tratamento a laser pode pedir mais sessões, e vale conversar com o ginecologista sobre a causa.

Não existe orientação publicada que exija um intervalo entre a colocação do DIU e a sessão de laser. Quem ainda sente cólica ou tem sangramento dos primeiros dias pode remarcar por conforto. Em caso de dor forte ou sangramento fora do esperado, o certo é procurar o ginecologista antes de qualquer procedimento.

Não, a depilação a laser íntima remove pelos da virilha e da vulva, na pele externa. O laser íntimo ginecológico é um tratamento feito dentro do canal vaginal, com outra finalidade e outras regras de preparo. Quem vai fazer o laser ginecológico deve seguir o preparo indicado pelo próprio ginecologista.

Você usa DIU e já fez ou pretende fazer depilação a laser?

Conta nos comentários qual é o seu tipo de DIU e o que a clínica orientou na avaliação.

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